Chafarizes No período colonial o abastecimento de água sempre foi um problema, principalmente nas cidades mais importantes. Em regiões de serra como Minas, havia grande abundância de nascentes, de "olhos d'água" o que dava em algumas residências a facilidade do abastecimento doméstico. Mas, de modo geral, os governantes se preocuparam com o abastecimento público. Daí as fontes públicas, ou chafarizes, onde se vinham abastecer os escravos, com vasilhame que carregavam sobre as cabeças, segundo a antiga tradição portuguesa medieval: a água, canalizada para uma construção, distribuída por bicas ou carrancas, jorrando noite e dia e recolhidas num tanque. Serviam também como bebedouro de animais. Essas construções consistiam, geralmente, em composição arquitetônica, ao sabor da imaginação dos construtores, executadas em alvenaria de pedra, e por vezes assumindo proporções consideráveis. Eram localizadas nos pontos de maior aglomeração, dentro do espírito barroco da época. As cidades coloniais possuíam numerosos monumentos para esse fim, uma vez que não existia canalizações urbanas, nem para água nem para esgotos. O problema dos dejetos domésticos era resolvido pelos escravos, transportando na cabeça os barris ou "tigres", levados a despejar em sítios afastados. Voltando aos chafarizes, a água chegava a eles canalizada dos mananciais ora em telhas ajustadas, ora em alcatruzes, ou sejam, manilhas em pedra-sabão. Havia, ao todo, 18 chafarizes em Ouro Preto. Chafariz da Barra Chafariz da Coluna Chafariz da Igreja de Antônio Dias Chafariz da Praça Tiradentes Chafariz da Rua Barão de Ouro Branco Chafariz da Rua da Glória Cahfariz da Rua das Cabeças Chafariz da Rua das Flores Chafariz das Águas Férreas Chafariz das Lages Chafariz do Alto das Cabeças Chafariz do Alto da Cruz Chafariz do Largo de Marília Chafariz do Largo Frei Vicente Botelho Chafariz do Passo de Antônio Dias Chafariz do Pilar Chafariz do Rosário Chafariz dos Contos
Fonte: Guia dos Bens Tombados - Minas Gerais. 1984
|